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agenteseveporai...October 08 ItacaItaca, pequena ilha do Peloponeso em que com fortes emoção e neblina ancorei, é a terra natal de Ulisses-Odisseu. Depois de sagrar-se vitorioso na guerra de Tróia após nove anos e muitas desventuras, de outros longos anos vagando e naufragando pelos mares condenado por Netuno-Poseidon, encantado e aprisionado por magas e feiticeiras, um dia finalmente retorna a Itaca, não sem interferência de muitas politicagens olímpicas. Aí, voltando de Itaca e com pouca distancia de tempo, recebi esta belíssima poesia de duas pessoas amadas, uma em cada continente! Espero que vocês igualmente apreciem, e recomendo um resumo da opéra homérica, mesmo levando em conta que os marujos temos esta obsessão odisseica... Obrigado queridas, que os Deuses lhes olhem de perto. e me desculpem a diagramaçao, foi o melhor que consegui após horas de luta com esta maquina teimosa !
ÍTACA ITACA In Ciclopi e Lestrigoni, no certo se non li porti dentro se l'anima non te li mette contro. Espero que sua estrada seja longa. Devi augurarti che la strada sia lunga Que sejam muitas as manhãs de verão, che i mattini d'estate siano tanti e que o prazer de ver os primeiros portos quando nei porti - finalmente e con che gioia - Sempre devi avere in mente Itaca - raggiungerla sia il pensiero costante. Mas não apresse os seus passos; Soprattutto, non affrettare il viaggio; com o que conheceu no caminho. senza aspettarti ricchezze da Itaca. Não espere que Ítaca lhe dê mais riquezas Ítaca já lhe deu uma bela viagem; Itaca ti ha dato il bel viaggio, Se, no final, você achar que Ítaca é pobre, E se la trovi povera, e viveu uma vida intensa con tutta la tua esperienza addosso
Cinquantacinque poesie, Einaudi, Torino August 15 retroativandobom , ja estamos acabando outro ano, eu e meu micro continuamos na mesma zona de sempre... entao pra nao perder demais o ritmo, posto aqui um pouco do que passei na ultima temporada, assim rascunhado mesmo. espero que me perdoem a redundancia que em alguma parte estou certo de haver... beijos saudosos a tod@s
Paulo
um pouco de 2005O despertar da primavera 2005
Deixar Emi, talvez sobretudo por nao ser no fundo uma escolha consciente, nao foi das coisas mais faceis. Rimango comunque attacato apegado mesmo aquilo que ja nao quero ou serve.
Entretanto ja a chegada a WeatherBird (já o nome ) veio cheia de presságios: greve geral dos transportes locais , camelei bem de firenze a roma e por fim...Weatherbird se moveu durante a jornada, de manha eu era direto a st stefano, a hora de almoço me chega a mensagem, embarco a Talamone. Quiça dové, come se arriva... Bom, o trem não foi difícil, mas era uma daquelas tantas estações completamente desertas, parecia mais a Sicília que Toscana... um ônibus parado, nenhum motorista, horários, vivalma . . tranne um motoqueiro su una bella maxiscooter com 2 garotas para sistemarli... bom , ao menos posso saber onde será o porto. Daniel ja me tinha dito, uns 4 km não são tão animadores as 21 horas de um dia ja caminhado, com (só pra variar) uma bela bagagem ... mas já está anoitecendo, a brisa friozinha convida a movimentar os ossos, enfim.. lá vou eu nessa estrada, aproveitando a carona da garota que deve fazer um pedaço a pé. Óbvio que ali mesmo já comecei a me atirar, e em não mais de 10 minutos chega seu pai no maxi, lhes deixo com o sorriso da quase certeza.. ainda maior ao ver passar mais tempo que o necessário para abotoarem os capacetes, sim estavam conversando: chegam até min e vejo meu sorriso retribuído num olhar carinhoso, voilà, levo minha filha e te venho buscar, estou sem capacete para você então te deixo um pouco antes do porto, onde haverá polícia. . . Infelizmente não lhe posso convidar a cerva, me deixa no meio do nada, a poucos passos do porto e um belo bar de marujos, mas para um motoqueiro tudo é longe e a pressa de chegar maior... confidência , como a desculpar-se por não oferecer carona antes, desde a estação: lhe fui simpático por estar com Liberazione em mãos, ti ho visto compagno.... sorrio por dentro, vive la Libé, mas cá pra nós, ajudou o cartaz que tua filha fez naqueles poucos minutos.... brasileiro chegando pra marujar num maltês pousado em âncora da qualque parte nella baia de Talamone... E até a cerveja, ou melhor, o chopp vem bem tirado , mas sobretudo do bom , vermelho doppio malto, como me agrada. Quem me conhece sabe que não sou lá muito fácil.... ..bebo como água, de frente à lua que sera cheia em poucos dias , e me digo, sim, até a lua me da boas vindas a mais esta aventura. . .
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Weatherbird me conquista pouco a pouco. Vindo de uma barca como Emi, onde tudo tem seu lugar, a manutenção pra lá de esmerada, a divisa onipresente , enfim a grana que se mostra discreta mas em cada detalhe para bom entendedor, entrar em um veleiro em madeira do inicio do século passado que os anos lhes mostra quase com orgulho, com um certo descaso transandado, tem lá seus efeitos. Ë verdade, a diferença de idade não é tanta, mas não são só as duas décadas que lhes diferem. Depois de passar por não poucos barcos em más ou péssimas condições , de remediar panes e apagar incêndios pelos mares afora, sempre se está a perguntar que cosa troveremmo sotto i paioli, se estes veleiros tão ostentados estão assim já na estética, como não estará em sala máquina... mas ao mesmo tempo a satisfação de ver um barco, não um transformado mero objeto de decoração. E, em mar mais do que nunca: as aparências enganam.... Meus amigos me desculpem esotuu com osnu ...num sei quando potrei finire, mas vai ai um pedaço dos meus dias
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A grande novidade é que mudei de barco. Meu retorno europeu não foi tão simples, logo peguei uma bronquite braba, vontade de voltar, pouca motivação no trabalho e o ambiente a bordo de Emi se deteriorando. Uma resposta atravessada , um pouco de insubordinação (alguns de vocês me conhecem...) e ...me indispus com o imediato, desdenhando um pouco não só a hierarquia mas subestimando a amizade entre eles. No fim o próprio capitão me ajudou a conseguir um posto em outro veleiro. Foi muito decente comigo, e afinal não tivemos nenhum desacordo (me deu um bônus no holerith...) , apenas era o elo mais fraco. Mas é sempre uma incógnita o que acontece entre a murada de cada barco, então fui ansiando. Passei dias bastante tenso, um tanto amedrontado de estar deixando “um bom emprego” , certamente um embarque não desprezível, mas trocar o certo pelo duvidoso se tornou imperioso dentro de mim (alguns de vocês me conhecem...) Decisão tomada, últimos dias a entregar meu posto em Emi em boas mãos e com as escotilhas abertas, peguei uns dias de relax a Firenze, museus , jardins floridos ( que só abrem nesta época do ano) de rosas, íris, oliveto; acordar tarde (que prazer!). Mas não conseguia esquivar-me completamente da angústia. Injustificada, como se veria ; Graças a Deus !
Cheguei de carona durante uma greve rodo-ferroviária numa supermoto ao porto de Talamone, Toscana, e se via Weatherbird ancorado ao poente, solitario na baia, a lua plena ao firmamento.Começo a ver com os bons olhos, e abordo quase exultante. Pode ser a maior merda, mas estou contente. Sinto o gosto do incerto, da surpresa, da incontinuidade e efemeridade. Harmonia.... comigo, com meu destino, com esta natureza tão forte na sua sutileza de tons. Dias ancorado numa baia belíssima, tão grande, a ver o trenzinho dos homens passar longe longe como lenta flecha prateada a refletir vagão por vagão os raios de um sol que já anuncia o verão. O vento fresco da primavera me dá o prazer do clima ameno a que me abituei... Passam-se rápidos os dias deitado ao sol envernizar as partes íntimas de Wbird, e posso dizer que começo a conhecê-la. E a gostar sempre um pouquinho mais. Não é tão elegante como Emi, mas o charme dos seus anos me seduz (varada em 1931!) em detalhes remanescentes. Sobretudo o armamento, reproduzindo um veleiro bem mais antigo, me faz sentir um marinheiro de outros tempos, com tanto de cordame a puxar com o contrapeso de todo do corpo em balanço multiplicado por polias de madeira como não se fazem mais... dá pra se sentir num capa-espada dos tempos áureos, outras vezes apenas um chimpanzé a fazer graça de um cipó ao outro.. Uma pena que é trabalho, e minhas micagens não são tão apreciadas assim, então tenho de me conter ou fazer das minhas escondido do capitao! Que por sinal capitaneou entre outras a nave que foi de Errol Flinn! Infelizmente logo chegam os donos, e ai acabam-se meus dias de peito livre. Uniforme, cortesias, formalidades , disciplina serão aguçadas. Mas também os momentos de navegação pura, velas de estranhos formatos e manobras exigentes em fisico e atenção, memória e faro a ocupar nossos dias , singrar rumo sul (ao que parece) , visitar novas águas. Hoje acordei com o sonar dos peixinhos que pulavam sobre a água, a dançar e me consolar das poucas horas dormidas. Ontem tivemos de buscar abrigo durante a noite, e a sensação única da navegação noturna cobra seu preço na hora de acordar.. então me levantei ao toque de alvorada, mas voltei a deitar na rede de prua, abaixo do casco, escondendo meu mau-humor de olhos superiores , mas por pouco tempo: parece que tinha festa nos reinos de algum tritão, e peixinhos prateados saltavam rasante, sonando uma música aquática que me chamou dos domínios de Morfeu intrigado. Meus olhos percorrendo o horizonte nada monótono em torno , e apenas parcos reflexos em mínimos saltitelos de reflexos prateados. Daqui a pouco acolá os mesmos, e a dança continua , eu em silêncio querendo chamar todos para presenciar mas com medo de estragar tudo, permaneço invisível, paralisado pela beleza singela desta natureza-viva marinha, sem distinguir se são peixes , lulas (lulas não saltam!) ou outro ser mediterrâneo meu desconhecido. O que só torna mais intrigante. Até que começam a jogar sacos sobre o convés, alheios e ignorantes do meu festival particular.... hora de recomeçar o dia, são umas 9, mas sinto ter vivido pelo menos uns dois dias nas ultimas 12 horas... carregar amarras, içar velas, testar regulagens. É o segundo barco que preparo na mesma temporada, sensação estranha. Aqui participo bem mais das manobras, até porque ainda falta um marinheiro (seremos 5), mas o ritmo é bem mais tranqüilo (pelo menos por enquanto!). Ganho um pouco mais, o clima é bem mais relaxado.Nao aguentava mais posar de modelo o tempo todo! Enfim, acho que vai compensar a troca. Sem falar que é uma escuna áurica, o que significa que são 2 mastros com velas old style, a principal trapezoidal. Facilidade no manuseio , pois as velas são menores (para carregar as velas de Emi os quatro juntos tinhamos dificuldade!) . Em compensação manobras mais complexas. Navegamos com (geralmente) pelo menos 4 velas (Emi com uma ou duas) mas temos um total de 8 que dá um bom número de combinações... O que só me diverte! A contraparte é que permaneceremos os próximos meses em âncora. Eu tenho gostado, sempre em silêncio , no balanço das ondas , a parte acordar de vez em quando fora de hora para se proteger melhor de algum inconveniente .... a idéia de trabalhar os próximos cento e poucos dias sem parar não é lá muito agradável... bom , certamente telefonarei bem pouco, os momentos a terra (descemos de bote) são para o indispensável, e os horários conforme a disposição e o bom humor geral do capitão. Mas são os ossos do destino, o filé estou comendo ! Já engordei de volta tudo que tinha emagrecido por aí.... Bom , por hoje é só pessoal.... um abraço grande a todos, e até logo mais
Junhos de 2005
De volta a Napoli , este mês fizemos este belo golfo várias vezes, pegar os donos aqui, levá-los enquanto almoçam a bordo até Capri, receber seus amigos, um pouco de festa.... muito trabalho no fim de semana, um pouco de tranquilidade no meio... dia 21 consegui umas 30 horas de presente, fui a terra, Napoli me surpreendeu. Já me era simpática, com tanto que falam mal da desorganização, descivilização, etc, e realmente é assim , carros que abrem caminho na contramão a sonoras buzinadas, estacionamento selvagem, muito barulho e poluição.... mas não sei se é por tanto tempo embarcado, nesta disciplina organizativa estranha, ou se por me encontrar um tanto, mas me sentia muito feliz, e se vê que eles também, são assim orgulhosos e felizes de afrontar o preconceito higiênico e higienizante dos europeus, calorosos no amor e na guerra... Pra variar tem monumentos lindos, mas o que mais gostei foi um tour subterrâneo, os antigos aquedutos gregos , do séc VIII AC , há uns 18 m da superficie, o teatro romano , séc V AC, cerca 8 m , os vícolos estreitos, o cheiro de terra úmida, as cavernas onde se escondiam dos bombardeios, e a água correndo , o frio gostoso quando lá fora se sua como sauna (faz calor!!! Pudera, aqui é verão... mas eu ainda me surpreendo como pode, tanto, tanto calor!). E por fim , beber a água fresca , em seu percurso de séculos milênios, e fresca, sempre fresca a água dos romanos
Aos de setembro 14, 2005.
Hoje finalmente, depois de meses (acho que uns 72 dias mais ou menos! Pelo menos! Exagerado...) consegui dar um mergulho e nadar um pouco, digo até bastante, nadava e pensava, no mar... que me dava uns caldos divertidos, umas ondas grandes, quer dizer, quando se nada as ondas realmente grandes não importam porque você quase nem se apercebe do sobe-e-desce, mas hoje tinha umas legais, que me jogavam pra cima e pra baixo, então não eram grandes não eram fortes eram só brincalhonas agitadas chacoalhonas às vezes pareciam que nem cachorro, nao se sabe bem se estao mesmo brincando porque levam a sério, as brincadeiras... então se você não é mordido, digo, se nao engole muita água é divertido, mas se começa a abrir muito o bocão pra inventar de respirar não tem boi não.... bom, no mar não tem muitos quadrúpedes mesmo, mas tem peixe-boi né. Quer dizer, peixe-boi mesmo não porque é peixe, não,não é peixe, mas de todo modo, dá só na água doce, e nem sei se dá assim facil... só sendo peixe-vaca pra saber né! Então enquanto tentava não engolir todo o mediterrâneo, (acho que consegui!) cansei , porque fiz a nadada mais longa da história-weatherbird! 10 barcas! Mais ou menos umas 25 piscinas, considerando que Weatherbird tem 31 metros. Não é lá grande coisa, mas nos meus dias de empregado tou bem contente! E se contar os tapinhas , altos ,baixos , a corrente (bom, hoje não tinha) e os desvios (o mar é cheio de desvios, piquetes de obras, engarrafamentos, etc. Pouquissimos atalhos! Ainda nao encontrei nenhum. Mas talvez,provavelmente, seja incompetência minha...) ia dizendo, contando mortos e feridos dá pra acrescentar uns 20 , seilá, 30 por cento. Sempre fui bom em contas... Então aqui tudo continua parecido, folgas , vernizes, papéis de parede ( virei empapelador, empapelei um banheiro! Nao ficou mal....) contatos elétricos ( não, nenhum de 3o grau) e marcenarias passam-se os dias, e consigo escapar pra visitar os escavos de Pompéia e Erculano , subir o Vesúvio catando cristais que ele expeliu e mergulhar em museus . Napoli é riquissima, e posso dizer que tenho aproveitado. E tem também pizza, arancini, gatô,babá, fritini e fritelle... um monte de porcarias boas e boas porcarias!
A foto do meu moleque tá aqui no micro, vê aí se acha alguem mais malandro... fez 4 anos em abril, e tá esperando eu encalhar meu barco nas montanhas de minas. Vai explicar que o barco lá não chega! Mas eu chego! E ai vou abraçar morder e rosnar.... obvio que ele detesta! De adultos babões o mundo tá cheio né! Ops! Vou apagar um fogaréu que tá saindo da cozinha... volto já!
Era o cuzinhero que tá flambando a nossa janta. Só que em 2 metros de fogo! Cheirava bom, antes de eu enfiar meus cabelos lá...
Aí, to esperando novidades. Por hoje é so pessoal, mas amanha tem mais (é , eu tbem adoro desenhos animados)
um beijo molhado flambado faminto
Setembro , por volta do 23 de 2005
Também velejei longos anos por livros e sonhos até pisar em um veleiro. Na verdade comecei a velejar em 2002 , quando comprei um veleiro de segundíssima mão e , apos meses de reformas e ajustes retornei-o a água... e flutuou! Isto era na França, depois de vender todas as minhas economias... então veio um amigo muito amigo maluco do Canadá para... ensinar-me a velejar! Partimos para uma velejada de umas 80 horas que acabou um pouco mais cedo porque pegamos uma tal tempestade. Um batizado e tanto, com direito a lua cheia e golfinhos saltando sobre ela, até hoje não vivi nada igual! E, apesar de passar os próximos 13 dias costurando as velas que rasgamos, este foi o único dano (e por incompetência nossa) que sofreu Lea. (este o nome de meu barquinho) Vela costurada, uns poucos dias depois ele repartiu e me deu sinal verde para ir a África... Não que fosse tanto distante (bom, perto perto também não!) e lá fui eu a continuar rasgando minhas velas... Enfim o ultimo centavo gastei... e tempo de recomeçar tudo de novo. São muitas desventuras, não é o momento para me perder aqui nos meus devaneios empolgados... Pra resumir comecei a trampar de marinheiro, e tenho passado de barco a barco a cada ano. Graças a Deus sempre para melhor, mas ainda não encontrei um em que me sentisse realmente bem. Passar meses com inicialmente desconhecidos na mesma cabina (para min que curto muito meu silencio e tanto minha solidão!) , o trampo é sempre puxado, muita disciplina , horários inimagináveis (dorme-se no trampo,quando se pode...) enfim. Mas eis-me quase ao fim de mais uma temporada, bolsinhos novamente recheados, pronto pra repartir com Lea mundo afora...Estejam desde já convidados! Bom, meu coração vive um tanto dividido... tem uma coisinha linda que se chama Irineu, meu filhote.... mora aí em Minas Gerais, um vilarejo chamado São Thomé das Letras onde vivi bons anos e deixei também minha casa , quase acabada depois de muitas outras desventuras... Então de vez em sempre bate a saudade maluca deste ser, a vontade de lhe apertar e morder e beijar (ele detesta!) . E também um certo questionar constante de minhas escolhas, de estar tão longe, e não só geograficamente. Da outra parte me vejo realizando um grande e antigo sonho, e de uma maneira tão peculiar, que tenho cá também minhas gratificações. Às vezes me vejo capaz de passar ainda vários anos a bordo, velejando e admirando o mar e o céu, o céu e o mar, a visitar culturas tão ricas, lugares tão especiais, momentos tão emocionantes... E fica dificil imaginar o retorno a uma vida de interior, onde o cinema fica a 200km! Pra ver rambos... Acho que "casa" è um conceito que virou "barco"... no sentido que , apesar de ter minha casa em São Thomé, e adorar aquele lugar, tanto selvagem , um pouco místico, muito bonito, e riquíssimo, não me sinto enraizado...meu lar hoje é o mar, d’outro lado d’Oceano; onde também fazem falta raízes , eu que adoro plantar,flores, milho ,folhas flores, horta,flores, feijão, flores...e frutos, muitos frutos. Então meu último sonho (tem sempre um último...) está sendo encontrar uma maneira de ligar estes dois mundos distantes e conseguir viver nesta ponte...de uma maneira saudável e equilibrada, pra melhorar um pouco... depois tem minha mama, meus irmãos , que vivem aí em sampa, nesta loucura que conhecem bem, e eu , crescido por ai as vezes (muito as vezes!) também gosto... alguns amigos, muita cultura, e tantos círculos... enfim, tô tentando ser cidadão do mundo! Só que ainda não encontrei um órgão competente pra me fazer este passaporte! É mais que burocrático!
Novembro, aos 22 de sempre 2005
Cheguei em Menorca, Islas Baleares, Catalunya, Espanha! Ha dois dias tento falar espanhol... êxito quase nulo! Me decepciono um pouco porque já havia no meu passado um portuñol quase razoável, a prova de argentino... e depois de aprender francês e italiano, pensava que no teria nenhum problema com o espanhol... mas ficam me olhando abobalhados bestificados ou as vezes acho alucinados, com cara de viado que viu caxinguelê... e me envergonho um tanto . Sou tímido ,a la caetano, sabeis. Espalhafatoso... então tenho saído de fininho, outras vezes nem tanto... Mas sei que é so uma questão de tempo. Me enervo um pouco porque não tenho tido muito. Me parece uma grande incongruência comigo mesmo, que adoro tomar meu café por horas. Mas é assim. Dia 14 desembarquei de WeatherBird, comemorado alla grande. Passei pelos interiores da Toscana , Roma, e peguei um trem da meia noite para a Sicília, ondestava Lea. Imagina que meu trem foi cancelado por ordem dos... percevejos!!!! Ve lá!!!! Tava lá no meio da minha bagagem de retirante perdido numa estação (como são tristes as desertas estações! pelo menos pra min...sin) a elocubrar soluções e acabei na pior: peguei um bundex substitutivo, cheguei com umas 10 h de atraso, mas o pior com mil baldeações e chateações... precisei de dois dias pra me refazer! O trampo a Lea não faltava (não falta nunca....), e finalmente dia 26 reentramos ao mar. Normalmente se espera alguns dias ao porto pra ver se ta tudo mesmo ok, mas diversas variáveis me fizeram preferir partir súbito para oeste. Etapa em Palermo, uma jornada cheia de reparações. Amigos impacientes a bordo, com razão: atrasei a repartida em mais de 24 h! Não podia revelar quanta água tava entrando a bordo, senão se preocupariam demais... mas achei a falha, um tubo que o eixo do hélice estava comendo (um rachinho de menos de um cm! Hectolitros d’água!!) e fomos passar o dia dos mortos (que aqui é primeiro de nov) feito... mortos! Lagarteando ao sol, comendo peixes e mariscos, lagarteando , nadando, lagarteando, um pouco de vinho, lagartear ainda porque o sol quente que tá fazendo nao é normal (fins de outono!) então lagartear, nadar rapidinho que a ordem do wend é lagartear... águas lindas, ilhas muito belas as Egadi (NO da Sicília) mas tudo tem que acabar, ou continuar, eis-me novamente em rota, um pouco a contragosto porque estava curtindo muito o verão tardivo, mas vamos nós, escala em Sardenha para procurar uma peça de reposição que não acho há anos, dia perdido porque não achei ali também, mas valeu pra fazer supermercado bem fresco e mais uns trabalhinhos bestas, sobretudo descansar e repartir, agora sim tinha navegação de verdade, 220 milhas , fiz em 42 horas, bem rápido, tudo beleza, golfinhos (Muitos!) , passarinho caroneiro a bordo (a 100 milhas de qualquer lugar), um pouco de raios, trovões... e chega a chuva! Em mar quer dizer sempre mau tempo, e esta vinha dos Alpes, friiiiia!!! Mas tô me acostumando, me antecipei e preparei bem minhas velas e navegamos forte a destinação. Menorca! Tem tanta coisa pra contar que tou pulando muito, e de novo vejo que passo por alto. Pra resumir, dois dias grátis por aqui, consegui água e luz (pra ligar o micro!), tô olhando umas fotos. Então vou indo. Na verdade devia estar dormindo, porque meus horários tão (são!) todos pirados, mas excitado com tudo a minha volta, presente, passado , futuro...Daqui a pouco zarpo para barcelona, o tempo de deixar Lea por ali e pegar minha mãe na frança, tô querendo levar ela pra maior loja de perfumes do mundo! Fica no menor (bom, um dos menores) pais do mundo, Andorra la Vieja, medieval, imagino lindíssima e caríssima.... mas a loja é tax free! Vejamos se consigo convencer a mamma a sair um pouco de Lourdes...Vamos alugar um carro, que vai ser minha barca por uma semana, quero dizer, num corsinha vou me virar para dormir... espero que dê para abaixar os bancos! Daí volto pra barcelona, finalmente pra conhecê-la com um pouco de calma. Mas não tanta.... notícias quentes chegam do norte! Meu amigo Simon esta muito otimista para um financiamento-patrocínio para um projeto antigo, uma coisa meio maluca que só pode dar certo! Então deposito as formalidades na embaixada depois de amanhã, recém salgado, e torço pra dar tudo certo. Estava já contando com o calor do sahaara para os proximos meses... trocar pelo frio canadense é um paradoxo tipicamente geminiano! Mas tenho muita saudades dos amigos de lá também, e o a ocasião merece. Temos de aproveitar o momento, estamos podendo todos investir, tempo, energia, grana, enfim ventos propícios. Tudo isto pra começar em 2008 ! Gostaria que minhas comunicações de bordo fossem reestabelecidas...mas em vez disso o adammer (o meu micro) faz mais outros caprichos... agora não quer mais gravar cd´s ! tô ficando maluco! Tento relaxar mas gozar tá diretamente relacionado com nero, hotmail e net surfing! Entao deixo ele num canto ali, não tem mesmo energia sempre, e me vou prometendo um pouco de snowsurf magari nas rochosas....
adoro a neve também !
Desculpe, acho que viajei muito longe do mar demais... Vou nanar. B’as noite! Quem sabe que sonhos terei...
Um beijo catalão a tod@s !
January 25 NON HO SCORDATO DI NESSUN@, CARI ITALIANI MIEI!!TOSCANA-ROMA-SICILIA-SARDEGNA... MENORCA!
Finalmente, doppo tanti giorni settimanne mese di aspetative, sono partito di voi! Per dire la veritá , erano gia anni, ma non andiamo di incontri a le cose crude comme sono… Era fine ottobre quando o ricuperato (literalmente!) mia bella Lea a Milazzo, Sicilia. Ancora oggi rimpiango il mancato tempo da spendere alle Eolie, ma le Egadi con suo verano ancora al inicio di novembre, non gli ho lasciato scappare completamente impuni. Quasi una settimana a Favignana, tutta mia, incluso porto gratis per il tempo che volessi… Ma il clima puó essere crudele anche con il bravo buono Ulisse, donc il faut partir. Arrivare a Cagliari è stato normale, se si puo dire talcosa quando una barca a vela va a motore… si che si puo, quando si naviga nel Mediterraneum! Trovare l’entrata del porto di notte è stato, per una seconda volta, piu che impegnativo. Impossibile, a ben della veritá: navigo intorno per ore fino a che … si fa luce del amigo tanto caro sole! L’acoclienza dei miei sempri fratelli sardi è la solita, anche se spavento un pescatore a passare con mi albero troppo vicino del suo oblo, para amarrarmi subito a su barco. Tempo de cambusa, e repartire per dormire meglio da una qualche altra parte prima de impreendere la vera traversata che me aspetta. Per dire la veritá, doppo tanto tempo lontano delle MIE scotte, questo pezzo Sardegna-Baleari è quello che me spaventa un po, io che normalmente non temo molto questi cose. Ma non conosco vivanima che scegleria volontieri questo trattino di novembre… la traversata è stata come sempre in mare, indescritibile, bellissima , alla fine un po bruta (molto scomoda: mare di poppa, vento di prua!!! che mare, questo vostrum!) ma con dritto a branco de dolphini per ore, tantissimi! L’autopilota che ha funzionato perfectamente in questo suo batismo mi lasciato stare con loro a prua fino che me faticasse (io prima) ... e loro erano la gia da un pezzo , fino che li vissi! a cento miglia de qualsiassi terra un ucelllino belissimo viene prendere passagio... ha faticato un bel po, con le vele che sbatevono, a trovare un posto , e è scivolato parecchi volte! quando finalmente è riuscito sono io a stare scomodissimo a meta barca , per paura di farli paura! stava (lui!) exaurito, si vedeva! ma pian piano mi avicino e doppo unoretta siam compagni di seduta... incredibile, fosse io non sbarcava prima di veder terra, per non dire di tocar proprio, ma questi sono di una favolosa risistenza e si è rifatto in volo quando ancora mancavano piu di ottanta miglie a Menorca! ma di li a poco io non mi stupirebbe piiu: lui sapeva bene che maestralata fredda ci aspetava!! sono furbi!! ma sto imparando anchio e non mi sono preso impreparato. poi raconto meglo , si riesco . Adesso basta dire che mi son fato guadagnare un nodo nela bolina con randa terzarolata. .. Le luci della mia prima aurora española mi trovano a prescrutare il paesaggio meraviglioso delle belle insenature di Mahon, intimorito comme sempre della vicinanza di terra disconosciuta. Mi ormeggio a un corpo morto con esperanza di un poco di riposo prima che mi cacciano via, ma non si passano ni due ore hasta che, con la pioggia fina e insistente portada del fredo re del golfo, mi svegliano con pretensioni financieri…. De todo modo , l’acoclienza non puo essere migliore: sotto questa entediante pioggia , il proprio marinaio equilibrato sul suo gomoncino é chi mi dá le buone direcioni per cercare di scrocare un posto gratis altrove… Che si risulterano frutiferi per i due giorni necessari per poter proseguiré fino al continente. Posso dire che arrivo in pieno stile a Iberia!
Ragazzi, ragazze, scusatemi, ma vado a prendere due birre con i marinai spagnoli e aprofitare un minimo di relax totale... prima di riemergere nella logistica ! Sperando rivedervi presto, miei auguri per un 2006 pieno di vita, amore, soldi, viaggi, vela, pace e amici! Hasta la vista babies!Boom!
January 23 alternando correntes nas idéias...
Rapazes e raparigas, tem tanta coisa pra contar que não sei por que que fui escolher esta daqui. Acho que é emblemático dos meus desvaneios(sic) atuais... Bom, estou há umas semanas em Barna, vulgo Barcelona (vice-versa?). Cidade decente, devo dizer. Eu não curto cidades, vocês sabem. Esta aqui me segurou voluntariamente por já tantos dias (uma quarentena?). A parte Gaudí (meu fetiche não só arquitetônico!) , Picassos (fracos, as centenas que aqui estão valem a visita apenas pelo caráter digamos histórico), Mirós (pra mim praticamente desprovido de valor), existem sim muitas outras atrações por aqui. As vitrines são ótimas, e olhe que conheço aquelas de Paris, Roma, Amsterdam , Florença, Saint-Tropez... etc. O shoping aqui é muito mais atraente, mesmo para quem se dedica só virtualmente como eu... aqui os negócios são muito variados, souvenirs convivem com sex-kitch shops sem censura, e manequins extrovertidos marcam a moda casual-alternativa. Bom, eu sou péssimo nestas classificações, entonces pode ser justamente o contrário... Na minha caipirice me perco nas ruas e vitrines desta babilônica metrópole. Que quase pode ser vista como uma pequena cidade. Há 20 minutos do centro, em quaisquer meios, estamos em meio a bosques montanhosos magníficos, onde fui abastecer-me de água de fonte como os antigos navegantes. De noite! Minha bici voltou carregadissima, e pegamos juntos funicular e metrô. Aqui se pode carregar a bici nos transportes publicos em todas as horas e SEM pagar bilhete extra, o que por si só já é consideravelmente civilizado. Os bancos públicos abundam, e de madeira. Outro ponto para a civilidade. As calçadas são imensas, e praticamente toda a cidade é cicloviável, então aí estou contente né! Sem contar que é quase plana! Alegria dos marujos preguiçosos! Bom, minhas saídas para coisas simplérrimas tipo comprar pão se tornam odisséias de indecisão e maravilhamentos estúpidos de capiau defronte a umas roupinhas coloridas ou a cuequinha com tromba de elefante...e levam meio dia até qu’eu volto a bordo, geralmente faminto e não raro com novos amigos pelo caminho... que vou tentando deixar pela rua mesmo, já que , cautela exige, a bordo só uns poucos seletos. Para aproveitar ou justificar os gastos portuários, estamos em permanentes trabalhos de bordo: instalação de um painel solar, mudança de fechos que não fecham, entradas e bandeiras, ordens e progressos do caos reinante.... Como se já não bastasse, entramos em curto com os 12 volts. Como estamos ligados em um 220v quase ilimitado (para meus padrões... ) vamos enrolando até o inevitavel o encontro com estes embaraços de fios bobinas interruptores carregadores reguladores disjuntores e diodos que chamam de painel elétrico. O detalhe é que toda a água de bordo é distribuída eletricamente, o que significa lavar a louça no píer e ir cagar de bicicleta... Resultado: prisões de ventre forçadas, pilhas de louça por todos os lados e xixi na boquinha da garrafa...Logo os dias começam a ser contados em minutos, em vez de horas, a se escorrer lentamente com a bexiga explodindo... A sobreocupação dos espaços faz com que tenha de estar em permanente rearrumação para ter acesso ora a um banco de baterias, ora a outro, ora a ferramentas ou acessórios... e la fora o maior frio! Coisas estranhíssimas acontecem: um pólo positivo, passando por um corta-corrente original (25 anos...) e hermético (sobretudo para se entender...) se transforma em... negativo! Meus 12 volts se transformam sucessivamente em 10, 9 , 7 , até cair para... menos-qualquer-coisa! Emaranhando meus cabelos nos fios das idéias vou perguntando a Deus e o mundo o que pode estar acontecendo. Passo por eletricistas, eletrônicos, eletrautos, práticos, curiosos e afins... Finalmente alguma coisa se acende na minha cachola, e, encorajado de algumas reconexões bem sucedidas vou eliminando hipóteses , até chegar em uma solução final obvia quanto inusitada. Tudo funciona! Agora apenas uma questão de recarregar baterias ao máximo. Já as tinha isolado e carregado individualmente, para confirmar que não havia nenhuma perda de grandes dimensões. Parece quase um milagre, conseguir resolver tudo sem fazer vir ninguém a bordo. O alívio é indescritível, a alegria e o desafogo tomam conta. Então vamos repassando todas as conexões de modo a realizar instalações definitivas. E assim que, com o motor ligado, me escapa um cabo indo a tocar um pólo oposto. Faíscas, sustos. Nenhum choque. Danos? A averiguar. Sim! Merdre! Meu alternador não funciona mais! Não carrega um décimo de voltagem! Deve trabalhar por volta dos 14v, não envia absolutamente NADA. Desespero noturno... Monta, desmonta, testa, retesta. Nada, parece que a cagada foi mesmo grande, definitiva. Apesar da perspectiva fotovoltaica em curso e dos transformadores 220-12v atualmente em uso, o alternador é sempre meu sistema de base, entregando seus (teóricos!) 35 amperes contra 9 fotovoltaicos. Manhã seguinte, vamos por aí a ver o que dizem as vozes do porto. Sim, se as polaridades foram invertidas certamente os diodos foram para o saco, e sabe-se lá o que mais, me afirma Tom, um senhor inglês experiente e desinteressado. Me promete algumas indicações de quem possa me reparar meu alternador por uns 20, 30 euros, com um pouco de sorte. 50-100, com azar. Ou um a base de troca. No máximo 200. Desconsolado e desanimado por mais este gasto inexperado e besta, provocado por minha inconseqüente afoiteza, giro Barna em minha bici, alternador na mochila, pedindo ajuda, conselhos, reparações. Todos dão o mesmo veredicto, e a mesma solução: tudo queimado, reparação inviável, base de troca. Preços: de 300 a 500 euros! Agora sim me entreguei ao desespero, ao Valium e a roleta russa! Mundo civilizado! Aqui a hora dos técnicos valem em torno dos 40 euros. A minha 5. Um alternador recondicionado 500 euros. O meu 50. Que raiva impotente, que vontade de voar para o Brasil por 800 euros, encher a mala de alternadores e abrir um negócio! Mas minha cabeça é ainda mais dura que minhas cansadas pernas, e continuo procurando quem me venda assistência, me forneça os diodos, me explique como raios se possa trocar a placa-mãe de meu companheiro de todas as energias...
Quem procura acha! Depois de 3 dias por estes caminhos, chego a uma fabrica de enroladores de motores e recondicionamento de alternadores, dentro do Porto! Portas fechadas, guaritas, nenhuma publicidade. Provavelmente o fornecedor de boa parte dos que andei visitando. Javier recebe um brazuca já desanimado, e no meu desânimo é fácil entregar-lhe o alternador para um orçamento: pior não pode andar, me estou rogando. É hora de almoçar, e Javier me promete chamar ainda esta tarde. O que é surpreendente é que me chama! Pois aqui não raro tenho me sentido no sertão das geraes: não há nada nem ninguém que cumpra os prazos sem que tenhamos de estar em cima. Eu incluso! Bom, o mais surpreendente é que ele me diz que... meu alternador funciona! Não tem diodos queimados nem nada de errado! Ma va! Gaguejo meu portuñol, desligo e vou correndo encontrar minha felicidade novamente. Descrente, lhe pergunto 10 mil vezes se tem certeza do que está falando, que estamos desdizendo meia barcelona, que não é possível, que que que que... saio da Vasco Cataluna, sua empresa, entre contente e desconfiado, exultante e ressabiado, feliz e precavido. Então que raios podem ter baixado no meu circuito ?!?!? Conversando com Tom no meu inglês cada dia mais macarrônico concluímos que deve haver uma proteção, um fusível, um diodo em algum recôndito misterioso. São umas 9 ou 10 da noite quando reentro no meu aconchegante e bagunçado barquinho. Comer, dormir, amanhã há de ser outro dia. De todo modo encontro forças para passar uma ultima vistoria no circuito, já quase familiar, antes de me entregar ao calor das cobertas. Mas depois de rolar umas horas na cama, não me agüento e parto pra caça ao tesouro. Afinal terei um encontro no radio de manha quase cedo para discutir possibilidades , e seria bom avançar o máximo que puder as próprias custas. Passo meu multímetro por tudo, mesmo e principalmente onde não tem nada a ver. Converso com meus fios escuros de graxa, fixo despalavreado meu motor, passo para o alternador. Decido uma tentativa completamente irracional: reinstalar tudo, experimentar. Em poucos minutos o alternador está fixado, sua correia colocada, minhas mãos aprenderam muito em poucos dias... Vamos lá, ligar o motor, medir tensões e... funciona! Com mil raios e trovões, funciona! Funciona.... funciona! Posso partir, posso cagar, posso ouvir musica, funciona! Danço meus passos desajeitados no exíguo espaço... funciona! Não sei o que dizer. Nem mesmo Tom, quando lhe chamo no encontro vespertino habitual destes dias para lhe posicionar nos meus andamentos. O que terá feito Javier, sem me contar ? E sobretudo, por que? Ou o que terei feito de errado, ou quantos profissionais desonestos ou incompetentes fui passar antes de encontrar alguém simplesmente disposto a se ocupar uns minutos de um velho gerador de um barquinho insignificante de um vagabundo sem grana ? Escapa completamente de minha compreensão. O que faz minha alegria mais exultante, minha exultação mais contagiante.... Posso repartir! Vamos parar de pagar porto, vamos terminar de instalar o Sol como provedor, vamos, vamos, vamos ganhar o mundo de novo, eu e meu barquinho ...
FELIZ 2006 PRA TODA SAO TOME DAS MINHAS QUERIDAS LETRAS !!!!
Ola a todos!
Estes dias queria mandar um abraço especial a toda a a galera de São Thomé e afins, e embora queira resistir em não citar nomes, sobretudo porque com minha cabeça onde é vai ficar faltando tantos , não resisto a tentação e quero saudar alguns, esperando que os momentaneamente não citados não fiquem desconsolados , ok pessoal??
Então meu grande irmão e cumpadre Rafa vai ser o primeiro, porque faz tanto tempo que não te saúdo, porque não te respondi os votos, porque te vi estes dias por aqui... Um abraço meu camarada, com tua linda Tais, com a pequinina princesa das Águas, com toda tua família bonita que tive ocasião de conhecer. Já que comecei dos cumpadi, minha querida Lucia doceira, um beijo-brigadeiro, um abraço-trufa, um bom-bocado de amor para ti ! Daqui dos mares do norte to sabendo que ta de namorado novo, e é incrível que agora então me podes saudar meu também muito amado Tobi, socorro das primeiras horas, companheiro de Beneditos e Calixtos, vizinho de montanha... um abraço meu chegado! Cuide bem ai de minhas princesas! A Clara não sei não se vou saudar, porque ela ta sempre indiferente , quando não esta fugindo de mim.... então dou um abraço também para o paizao que é o Wagner, feitor de jóias, e leal colega de tantos anos de praça... Bom, passando ai pela praça vou dar um oizao pro Pablo, que para mim é inseparável do Wagner né...um abração pra galera oficial ! e antes que passe pela Conca, pelo Fernectar, vou voltando á tua bela família, abraçando a recém-formada xamazinha que não consegui contatar para uma massagem antes de voar de sampa, um abraçao ai também para a Fabi, e toda a sua turma bonita de trabalhos fortes pela capital! Isto inclui também a mana Paulinha, claro! Vamos terminar com os cumpadis antes de continuar passeando por ai... meu amigo colega e sócio , minha família do coração mais uma das que me adotam não sei bem desde quando, mas que me deu o prazer , a satisfação, o orgulho e a missão da Terra, a Ana querida, Iansã-Iemanjá feroz e manhosa... um beijo enorme minha querida! Vai la abraçar tua mãe Adriana e vamos juntar todos pra ir morder a bunda do meu Irineu! Mikael, novo velhinho, vai pular com o Adonis pra fazer uma pirâmide humana com toda a garotada la na Praça, e vamos fuzuer o frinzuquim! E nem vem que o confete é muito meu! Tudo bem, te dou um ai Denílson, mas só porque você roçou o jardim... Queria tanto saudar meu amigo Elcio, quem será que pode dar um alô para ele? Não consegui vê-lo quando de minha passagem , e a saudades só se comparam com a curiosidade de ver meu afilhado Davi, com seu irmão pimentinha e sua princesa Soloína.... um chamego pra todos vocês, um Beijo Ban! Outra sumida ai, quem será que vai dar o recado pra minha outra comadre Laura Richards, exilada dos nossos mares de montes, retirada nos seus mundos de profundos interiores, um beijo pra ti também querida! Bom , a ordem dos fatores não altera o produto, então quero dar um abraço apertado a toda a família Adão, minha amigona Laura, com seu precioso Dunga, meu anjo que és Iago, a espevitada Kelly, a desavergonhada da Renata (ta matando muita galinha ai ta Rezinha?!?) com a ma-LU-quinha... A Cidinha, e toda a turma da rua das casinhas, a Dona Cida, o Paulinho e o seu Pompeu, e o Jonas e mais alguém da família que me foge o nome. A dona Doca, o seu Adão, a Lenice desbocada com seu marido quase tranqüilo e aquela menininha linda de trancinha que nem parece vir daonde vem.... um beijo cheio de saudades para vocês todos! Sem esquecer do Bernardo, claro! Vai engordando o bichinho ai que vou levar uma maça pra ele.... e uma cenoura! Vou passar no Broa, vou fazer fiado pra espantar a freguesia, vou dar um alo pra família toda e já que agente ta falando mesmo vai um abraço pro Fubá , pro Febem, pra toda a turma que já não ta mais em Sumé mas vai ser sempre daí. A rapaziada toda, como gosta de frisar os vagaba. Cadê o Paulinho, que não mora mais ai, difícil achar você cara, mas agente fala com o Jonas, o seu Mateus, a Dona Cida e fica sabendo, mas cê não aparece nada mesmo não né cara! Tem galho não, macaco gordo pula num pé só... Vou descer a rua, vou ali dar um beijinho na minha querida Isabel, no seu maridão Adaílton e aproveitar que a vizinhança me traz de volta , agente saúda mesmo assim a distancia a nossa decana Anthea de tantos ensinamentos de amor, tolerância e paz interior. Mas logo vou voltar ali em cima , pra saudar a União Protetora dos Animais, com sede na Jaqueline e em toda sua família de gatos cachorros pássaros cágados e também humanos.... luz ai Jack! Bom , as saudades são grandes e de todos, vou citar assim depressa por que já não tou dando conta do recado, mas quero deixar meus votos também para o Cardim, vulgo Papelón, cuida bem de ti e dos teus meu caro amigo! Espero que estejas sempre bem! Dá um abraço no nosso Rogério, diz pra ele que deixei uma Luiza lá pra ele, quando ele quiser é só partir pra cima... Gentes, Sumé é grande! Maior, só a família do Tatá ,então seu Oriental do ocidente, um abraço ai a todo mundo, a Chica e todas as suas irmãs, em especial minha querida Tina! Já que estamos mesmo pelo Rosário, Aninha Coragem aí que você vai vencer tudo! Que saudades do aconchego que é estar com você e tua família! Quero ver logo todo mundo, o Luan, o Áureo, o Papa-Tudo, a mamma e a mana... vê aí se da um pulo aqui! Já que agente entrou pra comer um fondue e você ta sem ingredientes, vou dar uma mão pra desatolar a vaca lá nos alquimistas, e saudar meus queridos desencontrados yogis-gourmands, jipeiros da Bahia, aquele Axé Luiz, aquela Asana Benvinda! Uma rapa de panela pra toda a cozinha de pedra ... Estou chegando lá... um abraço forte para o Beto e sua família, Denise, Ametista, Tainá, Violeta e Natanael... muita luz ai na condução desta grande Doutrina que vocês têm nas mãos ... e no coração! Paz, sabedoria , amor e discernimento em todas as ocasiões! Bom trabalho para todos ai, a Verinha, os Paulinhos, os visitantes e os de casa, com suas famílias que não sou capaz de descorrer.... Saibam que por aqui tive noticias da... Mirna! Então um abraçao também para nossa irmã costureira... Vamos expandir para Luminárias, vamos saudar a Ivone com sua família toda, ascendente e descendente, e vou passar pra saudar o curandeiro Falcão , e a linda Márcia com a numerosa filharada que já esta multiplicando a família... um namastê grande a todos! Salve o Zé Aparecido, viva a Claudinha, um abraço para o Ramon , o Tiago, a Suzana, e vamos subir o Gamarra pra saudar todo mundo por lá! Um abraço geral pra galera das altitudes, bons trabalhos a todos por ai também. Concentrado! Onde será que anda meu pior amigo , aquele descabeçado do Kayapó?? Será que alguém aí pode amarrar o cara pra ver se ele fica um pouco são? Infelizmente eu gosto daquele pentelho também... Nada a ver com ninguém , só por força de continuar, um alô oceânico ai pro Luis e seu bro Davi das Magas, tô que tô pensando aqui uma maneira de me fazer chegar um daqueles radinhos bons... Vamos brodwando por ai pra saudar o Flaviao, a Tina, a Chica, a Ana , o Cebinho, a turma dos Maciel toda, aquela abraço Paulinho! Vou dar uma parada ali no Reino dos Magos, quero abraçar meus pombinhos, a Bê e o Marcão, com seus peixinhos que fazem a alegria do Irineu e de todas as outras molecadas de nossa aldeinha... Luz aí pra vocês também meus amados! Não vejo a hora de pegar uma sauna... Toninho, é uma m... que você vendeu a bicicletaria, porque minha superbici aqui ta precisando um pneu novo, uma camera, um cubo com freio no contrapedal, uma caixa e um jogo de pedais novos... sem contar que eu gostaria de por umas marchas...eu já tava com tudo pronto pra enviar ai pra você, ai lembrei que ce num ta mais no ramo, então to sujando as maos quebrando a cabeça e gastando a paciência com a minha Graziela.... ta tudo fechado aqui para os Reis , e eu to quase prisioneiro da minha preguiça de sair na chuva a pé...mas tudo isso foi pra te dizer um abraço também pra ti, tua família, as crianças todas, e o povo ai da rua. Espero que o meu moleque não teja aprontando demais aí com a tchurma.... Com mil raios e trovões, saúdo a Denise e sua turma de Eros e Zeus, Isis e AkhenaTom, Nefertiti e Minerva.... entao vamos la: Tupac e Atahualpa, Uque e Thomas, Carlão , grande Carlão, agora chegou a Sofia com a Saliane... Um auê pra todos ocês! E um tricô pra Ju, com seu baby que já nem é tão baby né Ju! Vou resumir com os gálatas, os xiitas, os askenazitas e os suniitas, os sufis e os assírios, vou saudar logo as 12 tribos tomando meu café pra fumar...com a minha boca escancarada cheia de dentes expulsando a morte de chegar... Moçada, eu nem comecei a terminar, mas tá batendo mó fome, então vou ter de deixar tudo antes da metade do primeiro quarto... queria que vocês soubessem que a vida sem vocês é dura, cruel, difícil, quase sem sentido. Que um dia vou voltar para o aconchego do coração de cada um de vocês, e agente vai continuar botando pra quebrar e injuriando de se amar... quero roubar manga catar coquinho e fuçar no paiol, carregar batente velho, fuçar paiol e tomar leite de vaca. Colher milho com os macacos, espantar morcegos e fuçar paiol. Passear pra catar lenha, plantar batata e colher tempestade de areia. Carregar tudo no caminhãozim do Irineu, e dirigir dirigíveis , encher balões e continuar inventando sonhos pra fábrica de sabores & odores exóticos da Conchinchina no Seilão. Não posso deixar de mandar um abraço pra toda tchurma de Sampa, do Lua (Cheia), do (Reino)Sol e das (Altas) Estrelas. Um feliz 2006 pra toda minha mãe, que este ano você possa passar sem se preocupar, eu prometo que não vou mesmo tomar juízo e continuar sem andar de moto. Ou vice-versa... Minha maninha Letícia, acho que agente vai se ver logo em breve, espero Pedrão que tudo de certo com o Ray e agente possa passear juntos! E de Toronto tem a Lu chegando mais! Então vou te deixar no gostinho... afinal qdo vc aki chegar vou poder amassar você toda...mas sem essa de beijos cara! Que rapadura é doce mas não é mole não... Irineu, nem precisava chamar você aqui né, mas cara eu preciso que você tenha certeza que agente ainda vai se divertir muito juntos. Quando eu chegar ai agente vai fazê a porca torcê o rabo, vai ver a cobra fumá, vamu ta na arquibancada quando o circo pega fogo e o paolhaço morrê quemado! E ai de quem reclama sô! Enquanto isso você vai ai dando trabalho pra todo mundo, mas vê se deixa essa onda de pingaiada pra tua mãe! Senão vou chegar ai louquinho tiriri e vô jogar as bixiga d’água tudo n’ocê! Se liga mané! Jacaré é bixo ma num é bobo naum! Eu tô que tô pra arruma a rabiola do furumdim da parequedê, ,mas se você num deixa eu vo conta pra vó Fabiola e agente vai siguzufredê na gaiola do caxinguelê! Um Beijo pra todos! Que este ano propicie a cada um de vocês as realizações dos mais elevados progetos, das mais sinceros aspirações, dos mais caros sentimentos. Oxalá ilumine o caminho de cada um, abrindo de par em par os portões da felicidade emocional, espiritual e material . Que o discernimento esteja presente a cada momento do dia-a-dia, e que as escolhas possam ser feitas com tranqüilidade e contentamento. Que as encruzilhadas sejam ornadas de jatobás em fruto, de cosmos em flor, de dentes de leão soprados pelo vento da liberdade. Que sejam portados à senda de Amor Universal e Atemporal, na verdade do Tempo relativo e absoluto, e que no âmago de cada se acalente um a chama eterna que residesde sempre ali mesmo. Que a benevolência, a doçura, a fé, a generosidade e o domínio de si mesmos possam emanar ao entorno seus eflúvios otimísticos para que transformemos todos este mundo no Reino da Paz. Axé Bambolee ! Om nama shiva shiva hare bol ! Om tat sat ! Paz, Amor . Amén!
PS: alguém aí pode me mandar as coordenadas geográficas de São Thumé ? Tipo latitude & longitude, aqueles papos meio nóia né! Valeu!
December 15 en français, pas vraiment actuel...Bonjours les francophones... je me excuse soit pour mon pauvre français qui pour la manque de actuelités, mais au moins une petit homage a tous vous... il eté on:
21 juillet 2002 , vers 19 h on part de Port Camargue , fatigués d’une semaine de finalisations des préparations ( qui m’a déjà pris deux mois ) , en direction Alghero, Sardegne . Pas de tout du vent, on a besoin de s’éloigner de la terre toujours au plus vite, on fait du moteur plusieurs heures. Il est 6h quand je entends un bruit étrange ; mais Simon ne dit rien, je me tourne et je m’endorme un fois plus , mais d’un relance je comprends : il vient de mettre les voiles ! Ah , on commence ! Plus de bruit , la douceur de la mer qui tape au dessous de mon couchette me plaît … Vers 7 heure je me lève pour barrer à la voile pour la première fois de ma vie . Pas vraiment difficile, mais il faut de la concentration … le matin se passe agréable, le soleil toujours présent on s’amuse , tous les 2 en manque de navigation il y a longtemps. Simon 1 an, moi quelque 10 ou 12 … Mais je suis en manque de sommeil et je réveil Simon suivant jusqu’à qu’il decide se lever , ça qui ne veut pas dire réveiller ….Apres une demi heure de tourner au rond de soi même, il tombe du cockpit sur tribord sans avis, et s’accroche a l’arrière, le froid de l’eau le reveillant d’un coup et me faisant un petit effroi. Mais finalment c’est une decision qui me plait, et je vais m’endormir . On fait pas vraiment des quarts a la journée, chaque un barre a son envie et laisse a l’autre de prend son temps a bouffer et profiter la joiesse d’être en mer. Mais vers midi il n’y a plus du vent, les voiles faisaient il y a presque un heure ; je propose de les enrouler et nous passons tout de suite a … se coucher ! chaqun a son couchette, bien clair ! Il fait chaud et j’aperçu une petite brise, je m’en sort pour essayer hisser les voiles tout seul. Quand Simon se lève on navigue a quelques nœuds, tranquillement pour les prochaines 30 h . Au debut de mon quart de cette nuit du 22 je vois mes premières dauphins , et sur la plenilune ! Un de lui fait un magnifique saut à mon avant , et je me sens salué par la nature, heureux et joieux après un an de soucis diverses, très diverses … On a du bon vent , c’est que du plaisir et beauté . Je crie à Simon pour venir voir les cœurs de la mer , lui qui tant a parlé de son envie , mais il est encore trop fatigué. Je lui laissera dormir jusqu’au coucher de la belle lune , au même moment du éclore d’un jour grandiose, quand il vient espontaneamment au cockpit ; je me fait un petit déjeuner avant de me coucher …. Simon aussi va voir ses dauphins, et je couris sur le pont avant pour les observer sur le grand bleu marine du mediterranée, avec un sentiment different, de joie serène, aussi étrange a ma personne … Au début d’après midi, c’est mon foi de barrer, et je le fait avec satisfaction , bien que en commençant à connaitre l’état de semi-fatigue constant sur un bateau … ou peut-être simplement sur mon être , dirait certains ! Et c’est encore avec satisfaction qui je vais m’endormir au fin du quart. Je pas planifie, mais il me paraître qui, au levant et au coucher du soleil, c’est presque toujours moi qui barre. C’est sur qui ça me plait, c’est des moments plus belles de la journée … et c’est comme ça qui je contemple cette couchant du 23 juillet sans imaginer rien de different pour les prochaines 24 heures, satisfait du soleil, de la mer, du vent et de mon petit bateau qui m’amene tout ça , comme si je voyageasse de retour à mon universe habituel presque sans l’apercevoir. Et renouvé de bonnes sensations, je me couche, heureux d’avoir Simon a conduire Lea, comme un petit prince qui s’amuse bien avec le vent arrière et la mer, a me nourrir de ses rêves avec le bruit originale tapant au-desssous de ma couchette, dans un genre de sommeil semi-conscient. Quand je me lève pour barrer (ah non, nous n’avons pas de pilote ) dans un mer formé et un vent qui siffle qu’il peut être grand, je m’amuse a découvrir comme un bateau peut changer completement de comportament selon l’allure, et je joue le boliche (bowling) , m’éclatant de rire comme Simon peut dormir au temps qui je couche le bateau d’un côté à l’autre , quoique parfois il crie quelque grand mot quand un OVNI s’écrase sur son tête … Minuit c’est une bonne heure pour change de quart, et Simon vient à jurer mes conneries sur la barre avec ses leçons de moral marine qui me font rire encore qui je essai de faire attention … Il finira pour me convaincre , aussitôt je reviens pour mon prochain quart et reçu un coup du vent ( ou de la mer, impossible savoir ! ) qui nous fait empaner avec une violence qu’on s’étonne de rien casser ; les quelques secondes de barre nous convaincre , moi et Simon, ( rarement vraiment d’accord …) qui je suis pas capable de barrer à ce temps là . La mer a agrandit, mais nous pensons , comme ça vient, ça ira en quelques heures .Simon a aussi ces enuies pour barrer et , dans un mot, c’est pas confortable pour personne, Lea incluse. Apres quelques 4 ou 6 heures, avant experimenté plusieurs tatiques differents, Simon finalment trouve la bonne et, malgrais parfois Lea se couche au tant qui l’eau invade à petites jets la cabine et au moins 2 fois les voiles touchent la mer ( parce que la mer etait déjà fatiguée de les toucher …) il contrôle le bateau. On est encore on vent arrière, et Simon peut s’amuser avec le surf (rien ,ou presque , avoir avec le snowboard …)obligatoire . Il fait ses 12kt en criant « youpuiieeee ! ! ! » , et je suis vraiment content qu’il est la ! Mais la vitesse augmente, et a 14 kt il se dit : J’espere qui ça va pas plus vite ! Je jamais imagine cette vitesse sur un petit monocoque ! Mais la mer est en son jour, et on fait suivant 15 kt , toujours en descendant les lames, et même plus, mais je n’ose pas dire , pour n’être pas tache de menteur . Petit turbillons se forment à droite et à gauche , mais il sont plutôt beau à se voir. Moi, toujours heureux de voir un monde nouveau, commence à me inquieter de être incapable de faire autre chose qui contempler , la mer, Lea, Simon , la vie et la nature qui s’exprime grandiose et nous embrasse fort … Je entre a faire un sandwich a Simon , et après quelques peripecies je le sort, mais est temps à peine d’une morsure de Simon avant qu’il besoin lui rendre à la mer pour s’accrocher a la barre … Inutile dire qui on porte tout les deux les lignes de vie ? La bouteille d’eau c’est pas lui qui jette , mais la mer qui la prendre de sa bouche, et ça vraiment l’enerve. Il a l’air epuisè, la faim et la soif ne sont pas problemes, mais il a envie de pisser … Hors de question de m’inicier à la barre à gros temps tout suite, il me dit, et si concentre a dominer cette besoin inopportune . Mais environ 20 h il ne peut plus se contenir . Il n’y a pas autre solution qui pisser en barrant , est il m’y a besoin rien dire quand je vu son visage se distendre : il vient de pisser dans ces culottes … Soulager, mais encore contrarie , on se demande jusqu’ou ça va, en se disant qui à l’entour de 20 ou 30 miles de la cote ça finira .On peut pas voir le feu à cette distance là , donc on se dit qui c’est encore loin. Mais on arrive à 10miles, on trouve le phare , et la mer est encore la ; quand on est a 3 miles de la bay , on a encore cette mer ! C’est incroyable si on est pas la ! Finalment on entre dans la bay , et la mer d’un coup se calme ! Je prends la barre et on fait du moteur pour choisir un bon mouillage , mais après une heure on decide mouiller à côté des autres bateaux , il est noir et on est fatigué , on jette l’ancre et on tombe a faire dodo . Je me lève vers 9 heures et je m’inquiete un peau : pourquoi tous les bateaux ont demenagé aussi tôt à le matin , et tous ensemble ? Je regarde la côte et je ne peu pas dire qui on a bougé ; je veille , en laissant Simon dormir , il bien merite ; mais les bateaux continuent a se eloignér, et maintenant on s’approche de l’autre cote de la bay, je suis sûr, on chasse ! Je reste en observant , mais vers 14 heures Simon commence a bouger dans le lit et je le dit « je pense qui on aura partir , on chasse un peau … » ; il vient au cockpit voir et rentre dans le bateau , se lave la visage et revient au cockpit ; maintenant il saut et il crie : « Tu penses ? ! ? ! On bouge , et vite ! » , et on parte le moteur pour se sortir en vitesse … c’est vrai , on a traversé tout la bay , et on eté proche de tombé sur les rochers a l’autre cote…. Mes yeux , en jamais regardant bien la cote vers la mer , se trompent a evaluer la distance …. Je mesure alors sur la carte : on a chassé quelques 2 miles ! On va à terre après refaire le mouillage , et on revient pour notre proche aventure : on à le genois à coudre … C’est vrai , je oublie de dire , on a abimé le genois au mieu de la tempete, et si , heuresement on a pu arriver jusqu'à Capo Caccia à voile , hors de question de poursuivre voyage ! Et les italiens nous on chargé trop cher pour faire la couture , donc on a du boulot ! ça va nous prend un semaine et beaucoup de fil dentaire , à coups de marteau ! ! !
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Bon , le 16 aout Simon part d’Oristano (Sardegne), en me laissant seule avec Lea . Le 21 je part vers Tunisie, arrivant le 23 , exates 48 heures apres dans un mer pleine pleine pleine de meduses, le bateau ouvre chemin entre elles ; je touche la terre a Bizerte , mais pas de question de me promene, les formalités sont longues, il y a deja 24 heures qui j’attend mon Visa, obligee de reste a bord. Difficile a explique a les 3 différents polices ( Adouane, Frontiere , Capitanerie ) porquoi un bresilien voyage seul sur un le drapeau français avec un petite bateau qui na pas d’assurance …J’espere arrivee a Carthage encore cette semaine … December 10 Itaka, uns meses atrasThe mountain in the mist, a montanha por tras da montanha sombreada ou iluminada da nevoa , luzes difusas fundem-se no caminho da Via Lactea , e é como se surgisse do cosmos, a montanha ao fundo, atras da montanha que se chama Itaka. Levo minha duvida ao capitao, e vamos juntos desvendando os traçados desta nova ilha. Apos algumas horas de incomoda navegaçao onde provavelmente esta antiga escuna sofreu mais que todos, entrar na longa baia um tanto misteriosa como sempre é o desconhecido marinho noturno a luz de estrelas é muito reconfortante, deixando mar agitado e um pouco do vento tanto para tras. Hoje partimos de Zakhinto rumo a Lafkos, mas o vento em face e o agito do mar fez com que a previsao de poucas horas de navegaçao se dobrasse sem que vissemos nosso destino, e a escolha feliz para todos de ancorar onde pudessemos nos trouxe a uma das tantas possiveis das de Ulisse Itakas. Era seguramente mais de meia-noite quando percorrevamos a enseada , longa e protegida, finalmente um espelho de agua onde o vento ainda que forte so levantava ondicelas. Apenas para deixar um gostinho de incerto nao encontramos fundo , a agua é tanta para uma segura ancoragem, o que nos faz dar fundo muito proximo da terra, siignificando uma noite de vigilia. Mas finalmente podemos descontrair, e se ve que o alivio é geral, exceto por uma das hospedes que nao se faz viva desde que anoiteceu... o mal de mar a pegou de jeito, e enfurnou-se em sua cabine. Menos mal, acompanhar as ansias alheias nao é nada agradavel, acaba por inspirar-te... Outro até entao fora de combate era o mestre-cuca, findou por dormir encorumado em sala maquina...
. December 03 novembroMês maluco, este!
começou em fins de outubro, chegada a Milazzo, Sicilia, onde jazia Lea após a navegação um tanto sofrida com Simão e Celeste. {Vide capítulo} La pelos 26, se nao me engano, partia dali . Tudo com pressa, porque muitos porques. O principal: mamma estava ja me esperando. Ultimos acontecimentos quiseram que não mais viesse comigo navegar , tocava a mim alcança-la antes do previsto. Lá vamos nós. Eu não gosto nada de 'correr' com Lea, mas é verdade que os ultimos anos tripulando yachts me acostumaram ao fato, e quase à ideia. Ou vice-versa. Até Palermo vamos bem, apesar que embarcamos mais água que o normal, muito mais que o desejavel. Rezo para que minha bomba de porão nao resolva se emperrar, e mais uma vez Lea não decepciona. Algumas vezes ao dia esvaziamos a sentina, não sem por vezes banhar um pouco os paióis,com esta mistura indecifrável que vem dos interiores mais profundos de Lea. E de Leo... (o motor)
Uma jornada a Palermo foi o suficiente para encontrar a entrada de água, por quase puro acaso. Olhava por ali, tentando entrar em contato com as forças ocultas que regem os motores e a mecanica petroleira, embobecido e absorto, quando me vem de fuçar um pouco umas mangueiras que pareciam fora de lugar. Um rasguinho de um centimetro, no máximo, que nem se ve e de onde só gotejava água se o mudasse de posição. E por ali, quando vibrava o motor, entrava um mar de água....
Depois de umas infrutíferas tentativas de achar uma substituição 'original', reparação com os meios de bordo: corto um pedaço da mangueira de água alimentar e em em menos que se diga está pronto. Quero partir. Nunca vou me acostumar com os horários malucos de siesta, cada região decide por si e assim que toda vez que quero comprar algo tenho de esperar uns dois dias até que meus horários coincidam com os do comércio. Desta vez a situação requer, e, consertado o defeito - trabalho feito - retomo a procura de um tubo de verdade para esta sensível questão. Como sempre, o lugar mais adequado termina se revelando a autopeças... sabe-se lá por que paranóia no meio do caminho me compro mais um extintor... é o terceiro! Verdade seja dita, nem me lembrava bem onde estavam todos os outros, e um sabia que vencido.Gato escaldado...
Retomando rumo à Sardegna, não me contive e escalei em Favignana, uma das ilhas Egadi, NE da Sicilia. Ultimos vestigios de verão, sol quente, aguas idem, mar cristalino, portos semi-desertos e sobretudo... gratis! Lagarteei uns dias por ali: depois de todo um verão suando sob uniforme, não consegui deixar a ocasiao de completar o bronzeado das partes intimas e outras nem tanto! Mamma me desculpará!
A Sardegna também se mostrará muito acolhente, como recorrente, mas ali não me demorarei mais do que uma noite em ancora, o tempo de cambusar e repousar bem para a travessia mais longa que me esperava. Um pouco ansioso, porque já não é época para cruzar estas aguas, mais uma vez entrei rapidamente de acordo com Netuno Eolo e Helios, e mesmo os golfinhos vieram me acompanhar por muitas horas. Tantos! Eu enmimesmado na popa não os vi. Não fosse uma vela batendo um pouco mais a me chamar regular. Assim que me ponho em pé vejo um movimento de cores estranho a proa, e o momento de caminhar até ali já me desvenda a alegria da boa companhia. Vento em popa, Lea desliza suave , e parece que eles se divertem a cortejar esta baleiopterazinha. Conversamos até cansar, eu primeiro! Então cansados do meu silencio se vão para outros mares. Eu volto para meus pensamentos, mais relaxados.
Assim passam-se rapidamente umas 40 horas e amanheço sabado 5 em reconhecimento do porto de Mahon ou Maô, Menorca. De onde vem a mahonais,para nõs maionese. Eu que pensava que era mais uma dos franceses...
Depois de duas horas de sono merecido já estão me acordando para ... cobrar! Praticamente todo o imenso porto natural está tomado de donos (novidade...) e sobrou só uma baiazinha onde nem mesmo eu e Lea nos sentimos a vontade. Basta uma pequena girada de vento e estariamos mal arranjados. La vou eu a caça de um lugar -gratis- ao sol balearico. Tenho tempo , cheguei com o mau tempo e ao menos por dois dias não se pode prosseguir. E quando temos tempo... tudo se engrena! Squatting virou minha especialidade, e a baixa temporada possibilita coisas impensaveis.
Minha ideia de partir com o ferry se mostra impraticavel: praticam preços europeus! Com o que economizei de ferry paguei bem porto pelos 15 dias em que deixarei Lea! e portos não são baratos viu!
Entre uma chuvarada e outra consegui chegar seco na estação para perder meu trem , mas não o avião. Após umas 11 horas de viagem estou batendo às portas de Sarah já madrugada afora. Paris parecia mais perto! Para um vôo de uma hora , gastamos mais (em grana também!) entre trens onibus metros e similares.Esta é a Europa low-cost... e minha mãe está la no sul, na verdade voei 1200 km para percorrer outros 1000 por terra quando de onde estava deviam bastar metade! Mais uma vez a logistica e principalmente os custos alongam os caminhos para encurtar certas distancias... não me assombro mais , a racionalidade deles é definitivamente dominante.
Bom , por aqui amanheceu , eu to que to , vou me pregar um tantinho antes de retornar ao modernismo catalão. Agente se ve por aí pessoal... como se diz, tou sempre dando voltas e nao chego mais nunquinha! December 02 dezembroOla aa todos!
la fora gritam os rappers e outros ignobeis, pois estou no porto olimpico de barcelona, a zona (zona!) notivaga da cidade notivaga da cataluna notivaga da espanha notivaga... entao da para imaginar como estou contente, com Lea que tambem reclama aos chacoalhoes e socos do mar que bate na banquina e volta no seu casco, ela estira suas cordas e estas quando nao mais esticam estralam e devolvem a força do mar que faz la fora. Apesar de estar bem protegido do mar, a ressaca entra um pouco no porto. Só que estou no ultimo angulo, onde todas as aguas rebatem e judiam de mim e de Leazinha. O mais incrível é que quase nao dá para perceber, olhando o espellho dágua e o movimento ( inexistente, em superficie) das aguas , ninguém diria que sofremos violentamente... bom, desculpem ai aos 99,8 por cento da humanidade que nao navega, voces sofrem mais... mas nao me desmereçam por uma bobagem dessas!
este aqui é a prova ,entao assim que alguem me ler (e der sinal!) vou continuar esta tarefa sisifiniana que é (somente tentar!) chegar a internet com um pouco de atualidaddes |
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